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RECOMENDAÇÕES PARA AVALIAÇÃO DO MEMBRO SUPERIOR, editado pela SBTM

O manual, apresenta instrumentos para avaliação adequada de forma a auxiliar a composição do tratamento reabilitador. " É fundamental, então que o terapeuta esteja familiarizado com os principais métodos de avaliação, suas indicações, sua realização e o manuseio dos equipamentos adequados a
este mister" (Araújo, PMP)
A idéia de escrever o manual, foi da então presidente da SBTM Pola Maria Poli de Araújo, devido a necessidade de padronizar e divulgar procedimentos validados e confiáveis para nossas avaliações clínicas ou de pesquisas científicas.
RECOMENDAÇÕES PARA AVALIAÇÃO DO MEMBRO SUPERIOR
Compõe-se de 13 capítulos e 03 apêndices, que são:

Capítulos:
1. Introdução à avaliação do membro superior - Pola Maria Poli de Araujo
2. Edema - Iracema Serrat Vergotti Ferrigno
3. Ferida e cicatriz - Tânia Maria Gomes Scaravelli
4
. Avaliação vascular - Iara Becker Ribeiro
5. Dor - Patrícia Neto Barroso
6. Forças de preensão palmar e da pinça digital - Leila Maria Abdalla e Maria Cecília Ferreira Brandão
7. Medida da amplitude articular - Leda Magalhães de Oliveira e Pola Maria Poli de Araújo
8. Sensibilidade - Pola Maria Poli de Araújo, Maria Cecília Ferreira Brandão, Leda Magalhães de Oliveira
9. Testes musculares -Paula Pardini de Freitas e Tânia Sousa Assumpção
10. Teste de avaliação do ombro -Yeda Lucia Capovilla Bellia
11. Destreza - Valéria Carril Meirelles Elui e Marisa de Cássia Registro Fonseca
12. Qualidade de vida e instrumentos de avaliação -: Sandra Mara Meirelles
13. Avaliação informatizada da mão - Ana Cristina Valadão Cavalcanti, Marcelo Rabelo
Noronha,Maria Clarice Coutinho, Maria José Chacon Wanderley e Silvana Mariade Macedo Uchôa


Apêndice:
1. Protocolo de avaliação dos resultados de reimplantes do membro superior - Beatriz Gonçalves Matiuzo Monari
2. Protocolo de avaliação dos tendões flexores - Pola Maria Poli de Araújo
3. Síndromes complexas de dor regional - distrofia simpático reflexa - Miriam Cabrera Corvelo Delboni


Livro:
MANUAL DE MEDIDA ARTICULAR, de Leda Magalhães de Oliveira e Pola Maria Poli de Araújo
O livro, apresenta a Goniometria de modo prático e didático descrevendo a anatomia das articulações de forma clara e objetiva.

MANUAL DE MEDIDA ARTICULAR
compõe-se de 8 capítulos, que são:
1. Sistema músculo-esquelético
2. Planos do corpo
3. Medida da Amplitude articular
4. Membros superiores
5. Membros inferiores
6. Articulações da cabeça e coluna vertebral
7. Escala EPM-Rom
8. Referências bibliográficas


REABILITAÇÃO DA MÃO, de Paula Pardini Freitas
O livro, apresenta o tratamento das lesões no membro superior que exige do terapeuta conhecimento especializado, habilidade e criatividade. Escreve a autora que " A idéia de escrever um livro sobre Reabilitação da Mão surgiu da dificuldade de se encontrar fontes científicas sobre o assunto na língua portuguesa. Após 15 anos de existência da Sociedade Brasileira de Terapeutas da Mão, a especialidade se consolidou em nosso meio e o Terapeuta da Mão é hoje profissional indispensável no tratamento das afecções do membro superior, trabalhando lado a lado com o Cirurgião da Mão. A experiência baseada na prática diária e em cursos didáticos e congressos científicos nos estimulou a transmitir nosso conhecimento aos novos terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas que almejam algum dia tornarem-se também especialistas na arte de reabilitar o membro superior ".

REABILITAÇÃO DA MÃO
compõe-se de 35 capítulos, que são:
1. Anatomia Funcional - Arlindo Gomes Pardini Jr.
2. Semiologia - Afrânio Donato de Freitas
3. Avaliação Funcional - Pola Maria Poli de Araújo
4. Modalidades Terapêuticas em Reabilitação da Mão - Silvana Maria de Macedo Uchôa e Paula Pardini Freitas
5. Tratamento de Edema Traumático na Mão - Patrícia Guimarães Couto de Melo Afonso e Ieda Maria Figueredo
6. Tratamento do Linfedema no Membro Superior - Ana Silva Siniz Makluf
7. Fraturas e Luxações dos Metacarpos e das Falanges - Leila Maria Abdalla, Paula Pardini Freitas e Ana Cristina Valadão Cavalcanti Ferreira
8. Fraturas dos Ossos do Carpo e Mobilização Articular do Punho - Júnia Amorim Andrade e Afrânio Donato de Freitas
9. Instabilidades do Carpo - Afrânio Donato de Freitas e Juliana A. Martins Sales
10. Fraturas da Extremidade Distal do Rádio - Paula Pardini Freitas
11. Lesões dos Tendões Flexores - Paula Pardini Freitas
12. Reconstrução Tendinosa e Lesões Tardias dos Tendões Flexores - Paula Pardini Freitas
13. Tenólise dos Tendões Flexores - Paula Pardini Freitas
14. Lesões dos Tendões Extensores - Paula Pardini Freitas
15. Lesões dos Nervos Periféricos - Iracema Serrat Vergotti Ferrigno, Paula Pardini Freitas e Afrânio Donato de Freitas
16. Traumatismo do Plexo Braquial - Leonilda Meneguês da Conceição
17. Paralisia Braquial Obstétrica - Mônica Bicalho Alves de Souza e Tatiana Teixeira Barral
18. Síndromes Compressivas no Membro Superior - Valéria Meirelles Carril Elui, Marisa de Cássia Registro Fonseca, Patrícia Yumi Cantalejo Nagima Mazzer, Nilton Mazer e Cláudio Henrique Barbieri
19. A Mão na Hanseníase - Linda Faye Lehman, Maria Beatriz Penna Orsini, Maria Aparecida de Faria Grossi, Manoel de Figueiredo Villarroel
20. Transferências Tendinosas no Punho e na Mão - Arlindo Gomes Pardini Jr. e Paula Pardini Freitas
21. Tenossinovites no Punho e na Mão - Paula Pardini Freitas
22. Tendinites no Cotovelo - Paula Pardini Freitas
23. Contratura de Dupuytren - Tânia Sousa Assumpção
24. Reabilitação da Mão Reumatóide - Pola Maria Poli de Araújo
25. Tratamento Cirúrgico da Mão Reumatóide e Reabilitação Pós-Operatória - Arlindo Gomes Pardini Jr. e Paula Pardini Freitas
26. Osteoartrose na Mão - Alessandra Cavalcanti de Albuquerque e Souza
27. Lesões Complexas na Mão - Beatriz Gonçalves Matiuzo Monari e Paula Pardini Freitas
28. Reimplantes - Leonilda Meneguês da Conceição
29. Distrofia Simpático-Reflexa - Carla Cadê Santos Coelho e Cynthia Rossetti Portela Alves
30. Dessensibilização da Mão Traumatizada - Cynthia Rossetti Portela Alves
31. Mão Rígida - Valéria Martins Capanema
32. Mão Queimada - Ana Paula Villar Silva
33. Contratura Isquêmica de Volkmann - Patrícia Yumi Cantalejo Nagima Mazzer, Nilton Mazer, Marisa de Cássia Registro Fonseca, Valéria Meirelles Carril Elui, e Cláudio Henrique Barbieri
34. Órteses - Princípios Básicos - Tânia Sousa Assumpção
35. Próteses: Reabilitação do Amputado de Membro Superior - Vera Helena Canduro de Natale

Resumo de Teses
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS NA REPARAÇÃO DAS LESÕES DOS TENDÕES FLEXORES NA MÃO - ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O MÉTODO GONIOMÉTRICO "TAM" E O MÉTODO FUNCIONAL "MINNESOTA"
Avaliamos os resultados da reparação dos tendões flexores na mão e punho em 80 pacientes adultos, num total de 200 dedos acometidos, nas zonas II, III, IV e V pelo método goniométrico "TAM" ("Total Active Motion"), em graus trigonométricos, e pela avaliação funcional "Minnesota" (testes de colocação e rotação), em segundos. Foram submetidos à avaliação funcional "Minnesota" (testes de colocação e rotação) 100 indivíduos normais, sem afecção nos membros superiores, para validar os parâmetros dos testes para a situação proposta. Foram escolhidos estes dois métodos de avaliação por apresentarem alto coeficiente de confiabilidade e validade. O objetivo deste estudo é comparar os dois métodos sendo os dados obtidos submetidos a testes estatísticos. Concluímos que a avaliação goniométrica "TAM" não mede as alterações funcionais da mão pois os resultados em ambas as avaliações não mostraram correlação entre si (coeficiente de correlação linear de Pearson). A discrepância entre os resultados é maior quando existem lesões de múltiplos dedos na mesma mão ou lesões nervosas associadas, evidenciando ser necessário associar um método de avaliação funcional ao método goniométrico. A avaliação estatística dos dados obtidos nos testes de colocação nas mãos dominantes e não dominantes nos indivíduos normais e nas mãos lesadas e não lesadas nos pacientes favoreceu a idéia de que, para este teste, o lado contralateral normal dos pacientes pode ser utilizado como parâmetro, levando em consideração que a mão dominante é 7% mais rápida que a não dominante.
autora: Pola Maria Poli de Araújo - Dissertação de doutorado - São Paulo/SP
* Versão resumida da Tese de Mestrado, apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com defesa em 04/04/2003, pelo primeiro autor do trabalho

Nome para correspondência:
Silmara Nicolau Pedro da Silva
silmaranicolau@terra.com.br

Medida da força de flexão dos dedos da mão através de órtese dinâmica com dinamômetro
Measure of the flexing force of the fingers by a dynamic splint with a dynamometer

Autores:
1. Silmara N. Pedro da Silva
2. Rames Mattar Jr.
3. Raul Bolliger Neto:
4. César Augusto Martins Pereira

Instituição: Laboratório de Biomecânica , Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
1. Terapeuta Ocupacional do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo.
2. Professor Associado do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
3. Médico Assistente do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Vice-Responsável do Laboratório de Biomecânica LIM 41 do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
4. Tecnólogo em Saúde do Laboratório de Biomecânica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

RESUMO
Através do desconhecimento das forças que atuam em uma articulação durante o processo de reabilitação da mão, a autora confeccionou uma órtese dinâmica acoplada a um dinamômetro com capacidade de medida de forças variando de 0 a 600gf e, através de cálculos trigonométricos, mediu a força flexora na articulação interfalângica proximal do terceiro dedo a 30°, 45°, 60° e 90° de flexão, em uma população de 40 adultos voluntários, sendo 20 do sexo feminino e 20 do masculino, e confrontou os dados da magnitude da força flexora com idade, sexo e medidas antropométricas como estatura, envergadura e comprimento do dedo. Os resultados do estudo demonstraram que o tendão flexor é submetido à máxima força no início da flexão e que a força no tendão flexor diminui conforme aumenta o grau de amplitude articular. Observou uma relação entre o comprimento do dedo e a magnitude da força exercida no tendão durante a flexão do dedo, sendo que nos dedos mais compridos os tendões são submetidos a forças maiores. Quando comparou a estatura e envergadura com a magnitude da força aplicada no tendão flexor, observou uma relação positiva em todos os graus de flexão estudados, exceto a 30°. O sexo masculino apresentou maior força em todos os graus de amplitude articular. Conclui que é possível medir a força de flexão transmitida pelos tendões flexores através de uma órtese acoplada a um dinamômetro, que esta força é maior nos indivíduos do sexo masculino, com dedos mais longos, de maior altura e envergadura e que tais dados permitirão o desenvolvimento de futuros trabalhos no campo da reabilitação da mão, auxiliando pacientes portadores de lesões de tendões, retração cicatricial, deformidades e rigidez articular.
Descritores: mão, órtese dinâmica, dinamômetro, força, dados antropométricos

Para acessar todo este resumo na integra, clique aqui.

PROPRIEDADES MECÂNICAS DE UMA POLIURETANA ELASTOMÉRICA DERIVADA DO ÓLEO DA MAMONA PARA USO COMO IMPLANTE DE TENDÕES FLEXORES DA MÃO
- Mechanical properties of traction of a elastomeric poliurethane derived from castor oil to make flexor tendon implants for hand surgery
Com vistas ao seu emprego na confecção de implantes de tendões flexores para a mão, foi realizado um estudo in vitro das propriedades mecânicas da poliuretana elastomérica derivada do óleo da mamona. Corpos de prova, de formato e dimensões adequados ao estudo, estabelecidos pela norma ASTM 638, foram recortados de placas de poliuretana, obtidas pela polimerização de seus componentes básicos, o poliol Q 160 e o pré-polímero FN 329, na forma pura e associada a fios de poliéster longitudinalmente colocados no seu interior, dispostos paralelamente entre si, ou trançados, em número variando de um a sete, com incrementos de dois, segundo o grupo experimental. Os corpos de prova foram submetidos a ensaios de tração em máquina universal de ensaios, tendo sido analisados os parâmetros força de 1) resistência à ruptura, 2) tensão máxima, 3) deformação (alongamento), 4) resiliência e 5) módulo de elasticidade. Para cada grupo foram testados três corpos de prova e, dos valores obtidos para cada parâmetro individualmente, foi obtida uma média para execução da análise estatística. Os resultados mostraram que a associação da poliuretana com os fios de poliéster faz diminuir a capacidade de deformação da poliuretana pura, aumentando sua força de resistência, a tensão máxima, a resiliência e o módulo de elasticidade, propriedades cujos valores numéricos aumentam com o incremento do número e com o trançar dos fios, tendo sido muito significante com cinco e sete fios. Concluiu-se que, na forma associada, a poliuretana derivada do óleo da mamona constitui um material adequado para a confecção de implantes de tendão, passivos ou ativos.

Palavras-chaves: poliuterana elastomérica, tendão flexor, mão, polímero da mamona

Autores:
Marisa de Cássia Registro Fonseca - professora doutora do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Curso de Fisioterapia- USP.

Nilton Mazzer - professor livre docente do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP.

Cláudio Henrique Barbieri - professor Titular do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP.

Gilberto Chierice - professor Titular do Instituto de Química Analítica da Escola de Engenharia de São Carlos- USP

Instituição: Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, campus- Monte Alegre, Av. Bandeirantes, CEP 14049, Ribeirão Preto, SP .
* Versão resumida da dissertação de Mestrado, apresentada à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP, em 1997, pelo primeiro autor do trabalho

MEDIDA DA FORÇA DE FLEXãO DOS DEDOS DA MãO ATRAVÉS DE ÓRTESE DINÂMICA COM DINAMÔMETRO

Através do desconhecimento das forças que atuam em uma articulação durante o processo de reabilitação da mão, a autora confeccionou uma órtese dinâmica acoplada a um dinamômetro com capacidade de medida de forças variando de 0 a 600gf e, através de cálculos trigonométricos, mediu a força flexora na articulação interfalângica proximal do terceiro dedo a 30°, 45°, 60° e 90° de flexão, em uma população de 40 adultos voluntários, sendo 20 do sexo feminino e 20 do masculino, e confrontou os dados da magnitude da força flexora com idade, sexo e medidas antropométricas como estatura, envergadura e comprimento do dedo. Os resultados do estudo demonstraram que o tendão flexor é submetido à máxima força no início da flexão e que a força no tendão flexor diminui conforme aumenta o grau de amplitude articular. Observou uma relação entre o comprimento do dedo e a magnitude da força exercida no tendão durante a flexão do dedo, sendo que nos dedos mais compridos os tendões são submetidos a forças maiores. Quando comparou a estatura e envergadura com a magnitude da força aplicada no tendão flexor, observou uma relação positiva em todos os graus de flexão estudados, exceto a 30°. O sexo masculino apresentou maior força em todos os graus de amplitude articular. Conclui que é possível medir a força de flexão transmitida pelos tendões flexores através de uma órtese acoplada a um dinamômetro, que Através do desconhecimento das forças que atuam em uma articulação durante o processo de reabilitação da mão, a autora confeccionou uma órtese dinâmica acoplada a um dinamômetro com capacidade de medida de forças variando de 0 a 600gf e, através de cálculos trigonométricos, mediu a força flexora na articulação interfalângica proximal do terceiro dedo a 30°, 45°, 60° e 90° de flexão, em uma população de 40 adultos voluntários, sendo 20 do sexo feminino e 20 do masculino, e confrontou os dados da magnitude da força flexora com idade, sexo e medidas antropométricas como estatura, envergadura e comprimento do dedo. Os resultados do estudo demonstraram que o tendão flexor é submetido à máxima força no início da flexão e que a força no tendão flexor diminui conforme aumenta o grau de amplitude articular. Observou uma relação entre o comprimento do dedo e a magnitude da força exercida no tendão durante a flexão do dedo, sendo que nos dedos mais compridos os tendões são submetidos a forças maiores. Quando comparou a estatura e envergadura com a magnitude da força aplicada no tendão flexor, observou uma relação positiva em todos os graus de flexão estudados, exceto a 30°. O sexo masculino apresentou maior força em todos os graus de amplitude articular. Conclui que é possível medir a força de flexão transmitida pelos tendões flexores através de uma órtese acoplada a um dinamômetro, que esta força é maior nos indivíduos do sexo masculino, com dedos mais longos, de maior altura e envergadura e que tais dados permitirão o desenvolvimento de futuros trabalhos no campo da reabilitação da mão, auxiliando pacientes portadores de lesões de tendões, retração cicatricial, deformidades e rigidez articular.

autora: Silmara Nicolau Pedro da Silva - Dissertação de Mestrado - São Paulo/SP

COMPARAÇãO ENTRE OS MÉTODOS DE ESTIMATIVA VISUAL E GONIOMETRIA PARA AVALIAÇãO DAS AMPLITUDES DE MOVIMENTO DO OMBRO

Objetivos: Comparar a utilização da técnica de estimativa visual (EV) e a técnica de goniometria nas medidas das amplitudes de movimentos do ombro (elevação, extensão, abdução, rotação externa e interna a 90° de abdução), descrever os fatores de interferência associados na avaliação da amplitude de movimento ativo do ombro normal, e indicar o melhor procedimento para medidas das amplitudes de movimento do ombro. Métodos: Dois profissionais da área de saúde com diferentes experiências na avaliação das amplitudes de movimentos avaliaram cento e dois indivíduos normais de ambos os sexos de vinte a cinqüenta anos de idade, utilizando os métodos de avaliação das amplitudes de movimentos da American Academy Orthopaedic Surgeons pela estimativa visual, e o método de Norkin, White. Foram coletadas informações a respeito da atividade física e índice de massa corporal que juntamente com os dados de sexo, idade e lado avaliado foram analisados como fatores que poderiam interferir nas amplitudes de movimentos do ombro. Os movimentos de elevação e extensão do ombro foram avaliados e comparados com a utilização do goniômetro na posição em pé e deitada. Resultados: Comparações entre os métodos apresentaram diferenças significativas em todos os movimentos. Os fatores sexo, atividade física interferiram nos movimentos do ombro. Não houve diferenças significativas entre os lados direito e esquerdo exceto nos movimentos de abdução para os indivíduos masculinos, com atividade e para os indivíduos sem atividade, os movimentos de elevação na posição de pé e rotação externa a 90° de abdução. O sexo feminino não apresentou diferenças entre as ADM?s do ombro considerando os lados. As amplitudes de movimento de extensão e elevação apresentaram diferenças significativas entre as posições em pé e deitada. Conclusões: São aconselhadas as medidas de amplitude de movimento do ombro com goniômetro pelo método de Norkin, White. As tabelas utilizadas como padrões de amplitudes de movimentos do ombro para comparações de características individuais devem ser utilizadas com cautela devido a influências de variáveis tais como sexo, idade, índice de massa corporal e atividade física. O ombro do lado contralateral é a melhor referência para amplitudes de movimento do indivíduo, porém é possível encontrarmos variações individuais entre os lados. A posição de teste deve ser a mesma quando utilizada como referência para comparações.

autora: Júnia Amorim Andrade - Dissertação de Mestrado - São Paulo/SP

ESTUDO DO ARCO DE MOVIMENTO DOS MEMBROS SUPERIORES EM UMA FÁBRICA DE VELOCÍMETRO

Em uma metalúrgica da cidade Guarulhos, com 653 funcionários, foram selecionados 405 trabalhadores que não apresentavam queixas nos membros superiores.O objetivo foi mensurar a medida das amplitudes de movimento (ADM) ativa do ombro, cotovelo e punho, e verificar a influência do sexo e da idade.Nas medidas da articulação do ombro foi utilizado o método visual recomendado pela American Shoulder and Elbow Surgeons (ASES), no cotovelo e punho, foi utilizado o método goniométrico, de acordo com o recomendado pela American Association of Orthopedic Surgeons (AAOS). Após o médico ortopedista realizar o exame físico e preencher o questionário, as mensurações foram feitas por duas terapeutas ocupacionais, com formação em terapia da mão, para cada movimento. Os valores médios obtidos pelas duas terapêuticas foram utilizadas para os testes estatísticos de Wilcoxon, Mann-Whitney e Qui- quadrado (c2). Observou-se que as mulheres apresentavam ADM ativa maiores que os homens, com exceção da flexão do ombro e que havia diminuição da ADM ativa com o aumento da idade dos indivíduos examinados.Com a identificação da ADM ativa para esta população foi então, estudado os 37 funcionários que estavam afastados por LER/DORT, sendo a maioria do sexo feminino e com função de montador. Neste caso todos os funcionários da função de montador foram estudados, sendo excluídos os homens devido ao pequeno número, e examinada a amplitude de movimento (ADM) ativa das articulações dos membros superiores (MMSS) em 246 montadoras. Os movimentos investigados foram: flexão, extensão, rotação interna e externa dos ombros; flexão e extensão dos cotovelos, supinação e pronação dos antebraços; flexão, extensão, desvio ulnar e desvio radial dos punhos. As montadoras foram classificadas em três categorias: sem queixas (SQ), com queixas (CQ) e afastadas (AF). Ao comparar a ADM dos lados direito (D) e esquerdo (E), comparar a ADM entre as populações SQ, CQ e AF, que o lado esquerdo apresenta mobilidade significativamente maior que o direito para os movimentos de flexão e extensão do ombro, supinação de antebraço, extensão e desvio radial do punho, com uma diferença de 2,5°(graus). A população AF apresentou menor mobilidade articular que as populações SQ e CQ em todas articulações investigadas. A população CQ apresentou menor mobilidade que a população SQ e os valores de referência.

autora: Jucimara Firmo Barreto Costa - Dissertação de Mestrado - São Paulo/SP

AVALIAÇãO DO COMPROMETIMENTO NEUROLÓGICO E DA INCIDÊNCIA DA SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO EM PACIENTES PORTADORES DE DIABETES MELLITUS TIPO 2

Objetivos: Avaliar a extensão do comprometimento neurológico nos nervos ulnar e mediano e verificar se existem diferenças entre a população feminina e a masculina; determinar a incidência da síndrome do túnel do carpo em pacientes diabéticos tipo 2, bem como o limiar da percepção vibratória nos nervos ulnar e mediano, na população controle. Métodos: Foram avaliados 94 pacientes diabéticos tipo 2, sendo 67 do sexo feminino, cuja idade variou de 43 a 72 anos, e 27 do sexo masculino, com idade variando de 32 a 75 anos. As mãos avaliadas foram classificadas em dominante e não dominante. O tempo médio de duração da doença na população feminina foi de 11,7 anos e na população masculina, de 12,2 anos. Os pacientes foram submetidos a um protocolo contendo: anamnese, levantamento das queixas, teste de glicemia, exame clínico pela palpação e percussão dos nervos ulnar e mediano, teste de Phalen e Allen, estudo de condução nervosa, avaliação da sensibilidade vibratória (diapasão e bioestesiômetro), sensibilidade tátil (discriminação de dois pontos estáticos e monofilamentos de Semmes-Weinstein), teste de força muscular manual (sistema de graduação de 0 a 5) e de preensão palmar (dinamômetro de Jamar®). A população controle foi submetida a: anamnese, avaliação da sensibilidade vibratória (bioestesiômetro), avaliação da sensibilidade tátil (discriminação de dois pontos estáticos). Resultados: O estudo de condução nervosa detectou alteração em 93,62% dos pacientes; o bioestesiômetro, em 76,60%; o dinamômetro de Jamar®, em 59,57%; o discriminador de dois pontos, em 50%; o teste de Phalen, em 35,11%; os monofilamentos de Semmes-Weinstein, em 11,70%; o diapasão (256 cps), em 4,25% e a força muscular manual, em 4,25%, o teste de Allen, em 2,13%. Na população controle, o limiar da percepção vibratória no nervo mediano foi de 5,0 volts e na região ulnar, de 6,5 volts. Conclusões: Na população diabética, foi observada alteração no nervo mediano em 15,96% pacientes, no nervo ulnar em 2,12% pacientes, Verificou-se, também, alteração combinada nos nervos mediano e ulnar, em 79,79% pacientes. Não apresentaram alteração nos nervos estudados, 2,12% pacientes. A sintomatologia foi significativa na população feminina. A incidência da síndrome do túnel do carpo ocorreu em 6,38% pacientes, todos do sexo feminino. A neuropatia foi mais freqüente na população masculina, tanto do lado dominante como do lado não dominante.

autora: Lúcia Helena Soares Camargo Marciano - Dissertação de Mestrado - São Paulo/SP

AVALIAÇãO PÓS-OPERATÓRIA NA REPARAÇãO DAS LESÕES NERVOSAS TRAUMÁTICAS ASSOCIADAS, OU NãO, A TENDÕES FLEXORES E/OU ARTÉRIAS NA ZONA V DE VERDAN

Objetivo: Avaliar a recuperação funcional, sensitiva e profissional das lesões complexas de punho em zona V de Verdan. Material e métodos: Em um estudo retrospectivo de 47 pacientes, com mais de 20 meses de pós-operatório, média de idade 32 anos (operados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Marília). Foram avaliadas: a sensibilidade com monofilamentos de Semmes-Weinstein e Disk-Criminator, o retorno arterial com teste de Allen, a força manual com os dinamômetro de Jamar e de pinça (Pinch-Gauge), os movimentos ativos do punho com goniômetro universal, a destreza manual com teste funcional de Minnesota, e o retorno profissional. As associações entre as variáveis foram pesquisadas pelo método c2 (qui-quadrado), teste exato de Fisher e teste t de Student. Resultados: O mecanismo mais comum de lesão foi por estilhaços de vidro, não se caracterizando como acidente de trabalho. Observamos melhor recuperação no nervo ulnar e na artéria radial. A força de preensão manual obteve perda de 24,0% e, nas pinças: 18,7% na de chave, 28,5% na polpa a polpa e 25,2% na trípode. Ocorreu perda de 17,5% para a extensão e 10,9% para a flexão ativa do punho em comparação com a contra-lateral. A maioria dos pacientes teve resultados classificados como "Extremamente Lentos" no teste de destreza manual. Conclusões: Constituem lesões graves, com prevalência do sexo masculino e a mão mais afetada foi a dominante. Houve redução funcional em todos os itens avaliados, porém lesar a mão dominante pode não significar incapacitação profissional, pois a maioria dos pacientes retornou ao trabalho na mesma função que exercia anteriormente ao acidente.

autora: Alaine Aparecida Benetti de Grande - Dissertação de Mestrado - São Paulo/SP

PROTOCOLO DE AVALIAÇãO DOS RESULTADOS DE REIMPLANTES DO MEMBRO SUPERIOR
A recuperação funcional do membro reimplantado sempre ganhou atenção especial dos profissionais responsáveis pelo tratamento cirúrgico e pela reabilitação no IOT-HC-FMUSP. Para tanto, elaborou-se um protocolo de avaliação dos resultados, que pode ser aplicado a qualquer indivíduo que se submeteu a esse procedimento, independentemente do tempo de isquemia, nível, tipo e mecanismo da lesão. O protocolo é dividido em partes. Na primeira os dados pessoais são enfocados. Na segunda, itens referentes ao trauma e a cirurgia. Na terceira, a dor, a amplitude de movimento, a sensibilidade, a força de preensão e de pinça e a função da mão são avaliados segundo as normas, orientações e sugestões da American Society of Hand Therapists - ASHT. Na Quarta parte, o indivíduo avalia a cirurgia e a reabilitação dando uma nota de 0 (zero) a 10 (dez). Com base em procedimentos descritos na literatura, é possível sistematizar um protocolo de avaliação doa resultados de reimplantes nos serviço Nacionais de Reabilitação.

autora: Beatriz Gonçalves Matiúzo Monari - Dissertação de Mestrado - São Paulo/SP

PROGRAMA DE REABILITAÇãO PRECOCE DO COTOVELO EM 18 PACIENTES COM SEQUELAS DE FRATURAS SUBMETIDOS À LIBERAÇãO CIRÚRGICA

Desenvolvemos um Programa de Reabilitação Precoce do Cotovelo, para ser aplicado após a liberação cirúrgica das partes moles em 18 pacientes portadores de seqüela de fratura e que apresentaram limitação do arco de movimento. Treze pacientes eram do sexo masculino e cinco feminino, com idade média de 28 anos, e tempo médio de acompanhamento de 24 meses. Os pacientes iniciaram a reabilitação no primeiro dia de pós-operatório, através da mobilização ativa com o objetivo de ganhar amplitude de movimento, o controle do edema e da dor. Após duas semanas iniciamos alguns cuidados com a cicatriz e cirurgia. Os pacientes foram atendidos duas a três vezes por semana. Inicialmente observamos a diminuição do edema e consequentemente da dor, o que facilitou movimentação ativa permitindo um ganho considerável do arco de movimento. Observamos, também, que houve um aumento do arco de movimento do ombro e punho, e do desempenho funcional do cotovelo além do aumento da força muscular, quando comparados os períodos pré e pós-operatório.

autora: Jeanine Maria Linzmeyer - Dissertação de Mestrado - São Paulo/SP

DESENVOLVIMENTO REABILITAÇãO DE PACIENTE PORTADOR DA DOENÇA DE KIENBÖCK SUBMETIDOS A RESSECÇãO DA FILEIRA PROXIMAL DO CARPO
Foram tratados 10 pacientes com doença de Kiemb�k, submetidos a cirurgia de ressecção da fileira proximal do carpo, por um protocolo de tratamento desenvolvido pelo Serviço de Terapia da mão do Setor de Terapia Ocupacional da Disciplina de Fisiatria, do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo, que consiste da aplicação terapêutica de termoterapia, massagem, cinesioterapia, eletroterapia, atividades terapêuticas e orientação domiciliar. Os pacientes foram avaliados no pré-operatório e pós-tratamento, considerando-se a dor, perímetro do punho, força muscular, amplitude articular do antebraço e punho e capacidade funcional. Avaliamos também alguns referenciais subjetivos, no que se refere a satisfação do paciente quanto ao tratamento. Estes mesmos parâmetros foram utilizados para avaliar-se um segundo grupo de 6 pacientes, com a mesma características clínicas, porém tratados em outros serviços. Os resultados mostraram que o protocolo de tratamento aplicado foi eficaz na redução da dor. Na melhora da força muscular, no aumento do arco de movimento de pronação e supinação, no aumento do arco de movimento de abdução e adução e favoreceu também a melhora quanto a capacidade funcional da mão dominante e afetada. O resultado da avaliação subjetiva, mostraram que 90% dos pacientes submetidos ao protocolo, estavam satisfeitos com a sua recuperação.

autora: Simone Maria Puresa Fonseca Lima - Dissertação de Mestrado - São Paulo/SP

PROTOCOLO PARA REABILITAÇãO DE PACIENTES EM TRATAMENTO DE FRATURAS DA EXTREMIDADE DISTAL DO RÁDIO COM FIXADOR EXTERNO

A autora realizou um estudo prospectivo da reabilitação das fraturas da extremidade distal do rádio, redutíveis e instáveis, tratadas com fixador externo. Foram acompanhados 40 pacientes com média de idade de 4 anos, tratados por fixação externa, pelo período de 12 meses. Os resultados foram avaliados pelo método de avaliação funcional de McBRIDE (1948), proposto por GARTLAND & WERLEY (1951). Os resultados avaliados aos 3 meses foram satisfatórios em 80%; aos 6 meses foram satisfatórios em 90%; e aos 12 meses encontramos 95% de resultados satisfatório em relação à mobilidade articular do punho lesado quando comparado com o lado do punho normal, não fraturado. Após 12 meses, a média da força de punho lesado chegou a 74,19% da média da força do punho corrigido. A Distrofia Simpático Reflexa não influenciou nos resultados finais.
autora: Jacqueline Gonzaga Ferreira - Dissertação de Mestrado - São Paulo/SP
DESENVOLVIMENTO DE UM APARELHO DE MOVIMENTAÇãO PASSIVA CONTÍNUA, PORTÁTIL PARA MãO
A técnica de reabilitação denominada Movimentação Passiva Contínua (MPC) é um excelente recurso para a diminuição da dor, prevenção de aderências e redução de edemas, das articulações ou outros segmentos e tecidos esqueléticos, durante o processo de cicatrização de traumatismos ou operações cirúrgicas; apresenta grande potencial de emprego na reabilitação do pós-operatório da Cirurgia da Mão. O objetivo desse trabalho foi desenvolver um aparelho de MPC portátil, para uso em patologias e traumatismos da mão, baseado em modelos existentes em outros países, mas utilizando tecnologia nacional e de baixo custo. O aparelho foi desenvolvido em etapas, conforme os sistemas idealizados, que são: 1) sistema de movimentação, que consta do motor, caixa de engrenagens e haste de movimentação; 2) sistema de fixação ao antebraço, constante de órteses para a mão direita e esquerda; 3) sistema de fixação aos dedos, constante de uma haste curva e de peças de fixação distal à polpa digital; 4) sistema de alimentação e controle, constante de uma bateria recarregável e de comandos liga/desliga e de velocidade. O aparelho foi desenhado de modo a realizar a flexão e extensão em bloco dos dedos, ou a flexão e extensão em separado das articulações metacarpofalângicas ou das articulações interfalângicas proximais e distais. Uma vez desenvolvido, o protótipo foi testado em 30 mãos normais de adultos, tendo sido observado que ele é capaz de realizar a extensão completa das três articulações envolvidas, mas apresenta uma limitação dos últimos graus da flexão, qualquer que sejam os ajustes realizados. O aparelho foi também testado num paciente de reconstrução em dois tempos do aparelho flexor do dedo médio, a partir do 3º dia pós-operatório, tendo sido utilizado por 8 horas diárias, durante 10 dias, com o que observou-se ausência de dor ou desconforto, redução do edema e cicatrização da ferida cirúrgica sem complicações. Tanto nas mãos normais como na mão operada, o desempenho do aparelho foi satisfatório, não tendo ocorrido intercorrências, mas seu peso final (1270g) foi considerado um fator negativo. Concluiu-se que a confecção de um aparelho de Movimentação Passiva Contínua para a mão com tecnologia nacional é viável e que o protótipo construído apresenta características que possibilitam o seu emprego na reabilitação de processos patológicos e traumáticos da mão.

autora: Valéria Meirelles Carril Elui - Dissertação de Mestrado - Ribeirão Preto/SP

COMPARAÇãO DA FUNÇãO DE DUAS ÓRTESES NA REABILITAÇãO DA MãO EM GARRA MÓVEL DE HANSENIANOS

O estudo objetivou a comparação da função de dois tipos de órteses dinâmicas (de couro e de termoplástico) utilizadas para a correção da garra móvel em indivíduos acometidos pela Hanseníase. Comparou-se a medida do ângulo de movimento (extensão) das articulações interfalângicas proximais dos dedos acometidos (goniometria), testes de força de preensão, de pinça lateral, ponta a ponta e três pontas com o auxílio de dinamômetros e também foi desenvolvido o teste funcional do membro superior ELUI, que foi previamente testado e padronizado em 42 voluntários. A amostra de estudo foi constituída de 30 hansenianos que apresentavam garra móvel, ulnar ou ulno-mediana em uma das mãos, com idade entre 20 a 81 anos, de ambos os sexos, submetidos ao uso das órteses de couro e de termoplástico. Primeiramente foi comparado o desempenho imediato de duas órteses e posteriormente reavaliada a capacidade funcional após seu uso por um período de três meses. Os resultados foram analisados estatisticamente nas duas etapas, mostrando na comparação do desempenho imediato que as órteses melhoraram o padrão de garra dos dedos acometidos e a órtese de termoplástico obteve maior correção da garra (85,5%) que a órtese de couro (53%). Após o uso das órteses por três meses, na garra ulnar foi obtida uma melhora de 76% e para a garra ulno-mediana foi de 37%. Constatou-se que as órteses auxiliam tanto na correção da garra como na função motora e na melhora da auto-estima.

autora: Valéria Meirelles Carril Elu - Dissertação de Doutorado - Ribeirão Preto/SP

AVALIAÇãO EVOLUÇãO DA CAPACIDADE FUNCIONAL DAS PACIENTES COM ARTRITE REUMATÓIDE, AVALIADAS PELO "STANFORD HEALTH ASSESSMENT QUESTIONAIRE" E ESCALA EPM-ROM.

Trinta e dois pacientes com AR foram acompanhados durante o período médio de 32 meses, tendo sido avaliados pelo menos duas vezes pelo HAQ e REPM-ROM, para se estudar a evolução de sua capacidade funcional. A nota média inicial do HAQ foi de 1,14 e a nota final foi de 1,13. A nota inicial do EPM-ROM foi de 5,8 e a nota final foi de 6,8. Identificou-se um subgupo de pacientes que evoluiu de forma diferente. Estes pacientes, em número de sete, foram submetidos a cirurgia músculo- -esquelética entre as avaliações inicial e final. Sua nota média do HAQ inicial foi de 0,84 e a final de 1,64. O grupo que não foi submetido a cirurgia, composto por vinte e cinco pacientes, teve nota média inicial do HAQ de 1,20 e final de 1,07. Avaliando-se os resultados do EPM-ROM temos que a média final foi de 8,3. A partir destes resultados pergunta-se se as cirurgias estariam sendo bem indicadas, ou se os pacientes teriam acesso à cirurgia quando já estivessem com a sua capacidade funcional muito deteriorada, não usufruindo grandes benefícios a não ser, talvez, em relação à dor. O estudo conclui que os nossos pacientes com AR evoluíram em sua capacidade funcional de forma similar a outros estudos da literatura, mas que o subgrupo submetido a cirurgia teve una piora importante alertando para estudos mais minuciosos da indicação e resultado de procedimentos cirúrgicos para esses pacientes.

autora: Leda Magalhães de Oliveira - Dissertação de Mestrado - São Paulo/SP

Artigo Científico
ESTUDO POPULACIONAL DAS FORÇAS DAS PINÇAS POLPA-A-POLPA, TRÍPODE E LATERAL
Foram mensuradas as forças das pinças polpa-a-polpa, trípode e lateral em 315 indivíduos adultos do sexo masculino e feminino (630 mãos, com a idade variando dos 15 aos 74 anos), sem nenhuma patologia nos membros superiores ou patologia sistêmica que afetasse a força de pinça. Para as medições foi utilizado o dinamômetro Preston Pinch Gauge e a padronização recomendada pela Sociedade Americana de Terapeutas da Mão, assim como a média da força de pinça de três medidas consecutivas, para as mãos dominantes e não dominante de cada indivíduo. Os dados coletados foram submetidos à análise estatística pelo teste t de Student, à análise de variância e ao coeficiente de correlação de Pearson. Observou-se que as forças das três de pinças têm fraca correlação com o índice de massa corpórea do indivíduo, de modo que este não é um bom índice de referência. As forças de pinça do sexo masculino são em média 30% mais fortes que as do sexo feminino. Em nosso estudo, a pinça lateral é a mais forte, sendo 13% maior que a trípode e 33% maior que a polpa-a-polpa. A pinça trípode tem a força intermediária, sendom 23% maior que a polpa-a-polpa. A pinça polpa-a-polpa é a mais fraca, sendo mais pinça de precisão do que de força. Não foi encontrada diferença significante entre as forças de pinça no decorrer da idade bem como entre as forças polpa-a-polpa entre a mão dominante e a não dominante. Para a nossa população, os valores médios (e respectivos desvios padrões) em quilogramas-força, para as forças das três pinças encontradas no sexo masculino, foram: pinça polpa-a-polpa = 6,7 (1,8); pinça trípode = 8,5 (2,1) e pinça lateral = 9,9 (1,9). Para o sexo feminino os valores médios encontrados foram: pinça polpa-a-polpa = 4,7 (1,3); pinça trípode = 6,0 (1,5) e pinça lateral = 6,7 (1,5). Este estudo populacional visa fornecer parâmetros de normalidade das forças de pinça, como subsídio para avaliações em cirurgia e terapia da mão, bem como para trabalhos de pesquisa relacionados com esta função manual.

autores: Marco Poli de Araújo, Pola Maria Poli de Araújo, Fábio Augusto Caporrino, Flávio Faloppa, Walter Manna Albertoni - Rev. Bras. Ortop - Vol.37, no 11/12 - nov/dez/2002.

ESTUDO RETROSPECTIVO DOS TRAUMATISMOS DA MÃO DO HOSPITAL DAS CL�ICAS DE RIBEIRÃO PRETO *
RETROSPECTIVE STUDY OF HAND INJURIES TREATED IN CLINICAL HOSPITAL OF RIBEIRAO PRETO
Autores:
1. Fonseca, MCR
2. Mazzer, N
3. Elui, VMC
4. Barbieri, CH
Instituição: Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.

1. doutoranda na Área de concentração Ortopedia e Traumatologia e Reabilitação. Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP
2. professor livre-docente do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP
3. docente do curso de Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP.
4. professor titular do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP
* Versão resumida da Tese de Doutorado, apresentada à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP, com defesa em 17/12/2002, pelo primeiro autor do trabalho

Nome para correspondência:
Marisa de Cássia Registro Fonseca
lilu@netsite.com.br

RESUMO
Um estudo retrospectivo foi realizado com pacientes que deram entrada na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Brasil, de janeiro até dezembro de 2000, com lesões traumáticas nas mãos. O objetivo foi descrever a distribuição dos dados dessa população de pacientes e propor uma campanha de prevenção de acidentes com as mãos. O estudo foi realizado mediante investigação feita nos prontuários médicos. Um sistema de processamento de texto, banco de dados e estatística para epidemiologia em microcomputadores EPI INFO 6,04D foi usado para armazenar e analisar as informações. Os resultados revelaram que, em uma amostra aleatória simples de 355 pacientes investigados, a idade média foi 27,3+16,7 anos, variando entre 1 mês até 88 anos. Estudantes (28%) e profissionais que lidam com máquinas e ferramentas (24 %) foram as atividades mais acometidas. A incidência de lesões isoladas foi 73,2%. Acidentes de trânsito e lacerações com vidro e serras foram as causas mais comuns das lesões, acarretando freqüentes diagnósticos de fraturas (33%) e lesões tendinosas (20,3%). As crianças do sexo masculino sofreram freqüentes fraturas (28,6%) e as do sexo feminino sofreram freqüentes queimaduras (28,6%). Concluiu-se que a incidência das lesões traumáticas das mãos foi alta, com 27,6% de todos os traumas atendidos no hospital, e deve ser continuamente investigada. A tentativa de redução desse tipo de acidente pode acontecer como um resultado de um programa de prevenção, envolvendo a população, profissionais da saúde, educadores, representantes de entidades e governo.
Descritores (português): lesões, mão, epidemiologia, prevenção, acidentes, estudo retrospectivo
SUMMARY

A retrospective study was performed of patients which were presented to Emergency Department of Clinics Hospital of Ribeirao Preto, Brazil, from January to December of 2000, with hand injuries. The objective was to describe the disposal of the data of this population of patients and propose a campaign to prevention of hand injuries. The epidemiological study was held by means of an investigation of the medical charts of patients who underwent treatment in the period. A word processing database with a statistics program for epidemiology on microcomputers EPI INFO 6,04 D was used to store and analyze the data. The results revealed that in a simple aleatoric sample of 355 patients investigated, the mean age was 27,3+16,7 years, varied between 1 month to 88 years old and 74,4% were males. Students (28%) and professions which work with machinery and tools (24%) were the most common activities. The right and left hand were injured almost equally. The incidence of isolated injury was 73,2%. Traffic accidents and lacerations with glass and saws was the most common causes of hand injuries, causing frequent diagnosis of fractures (33%) and tendon lesions (20,3%). The male children suffered frequent fractures (28,6%) female children suffered frequent burns (28,6%). One may conclude that the incidence of traumatic injury of the hand was high (27,6%), and must be a continuing investigation. The reduction of this type of preventable accident may occur as the result by means of preventions programmes involving the population, health professions and government.
Key words(inglês): hand injuries, epidemiology, prevention, accidents, retrospective study

INTRODUÇÃO
As mãos como os olhos, são importantes fontes de contato com o meio externo e, como a face, essenciais na expressão da individualidade 1 .As lesões traumáticas das mãos podem acarretar seqüelas decorrentes de incapacidades motoras e/ou sensitivas, muitas vezes permanentes, afetando tanto as atividades do dia-a-dia, bem como as profissionais antes exercidas.
Diversos estudos tem levantado dados sobre as lesões das mãos, a faixa etária, sexo, sua causas mais comuns, tipos de lesão e afastamento do trabalho2,3,4,5, 6,7. A mão é um órgão freqüentemente lesado na criança, como alvo de agressão, primário ou secundário quando tenta defender-se do agressor, podendo ser provocados por inúmeros instrumentos, levando a queimaduras, eritemas, contusões ou até fraturas8,9,10,11.
Agressões e brigas também são relatadas na literatura como situações relacionadas aos traumas das mãos entre adultos jovens2,12 e também por socos em porta de vidro relacionados ao consumo de álcool13,14 ou por rojões ou fogos de artifício, levando a graves lesões15.
Autores afirmam que informações provenientes das estatísticas de hospitalização quanto à sua abrangência e qualidade, são muito úteis do ponto de vista administrativo e de avaliação de recursos financeiros16. São necessários estudos epidemiológicos analíticos no sentido de relacionar variáveis como por exemplo a idade e uma atividade específica visando identificar os fatores de risco e fatores de proteção contra as lesões agudas da mão, sejam no trabalho ou não17,6.
Campanhas constantes de conscientização dos diversos riscos a que as mãos estão submetidas seja no trabalho, pelo uso indevido de máquinas e ferramentas, o não treinamento ou desatenção, acrescida do fato da falta de manutenção e checagem do equipamento, são itens propostos e vistos como úteis na prevenção de acidentes. Atividades domésticas, de lazer ou esporte, também são alvo quando se pensa em prevenção, seja por lesão por fogos de artifício, ferimentos corto- contusos ou queimaduras18,26 .
A portaria MS/GM n o 739 de 16 de maio de 2001 trata sobre a política nacional de redução da morbimortalidade por acidente e violência. Define uma proposta integrada entre a União, Estados e Municípios, para um problema que é considerado de saúde pública. Destaca que entre outras fontes, o Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) que englobam 80% da assistência hospitalar no país é muito importante pelos dados que pode fornecer sobre os traumas.
O programa EPI INFO versão 6,04B de 1997 é programa computacional muito usado em epidemiologia, produzido, difundido e copiado gratuitamente pela OMS e pelos CDC (Centers for Disease Control and Prevention) para construção e gerenciamento do banco de dados, com versão em português. Tem a vantagem da simplicidade, sendo suficiente na maioria das situações, com processamento de texto, desenho de questionário, entrada de dados e técnicas estatísticas mais simples, sendo empregado em uma série de estudos epidemiológicos descritivos19 .
MATERIAL E M�ODOS
O estudo realizado foi do tipo retrospectivo descritivo, visando levantamento de dados sobre os acidentes envolvendo as mãos e dedos, durante o ano de 2000, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP).
Os materiais utilizados como fonte de coleta dos dados dos indivíduos que tinham sofrido traumas de mão e dedos foram os prontuários, que ficam arquivados sob a responsabilidade do Serviço de Arquivo Médico do Hospital.O referido hospital é um centro de referência terciário, no tratamento dos traumatizados encaminhados da cidade de Ribeirão Preto e região, sendo um hospital-escola da USP. Para a pesquisa nosológica foram usadas as denominações dos traumatismos de mão e dedos classificados segundo o Código Internacional das Doenças CID 10. A partir do agrupamento destas palavras o sistema informatizado de arquivo do hospital, a Central de Processamento de Dados (CPD) produziu uma lista de 2556 prontuários, sendo considerada a população do presente estudo.
Na busca de melhor representatividade foi calculado o valor da amostra populacional, baseada em um intervalo de confiança de 95%, de 355 prontuários, sendo dividido em quatro grupos amostrais referentes a cada lista inicial, estratificada por idade e sexo, com o objetivo de evitar que um dos quatro grupos pudesse estar sub representado ou até ausente. Através da técnica de amostragem aleatória simples, utilizando a tabela de números aleatórios20,cada sub-grupo amostral conseguido foi dividido, respectivamente em: lista 1 sexo masculino com idade maior ou igual a 18 anos, n=196 (55,2%), lista 2 sexo masculino com idade menor que 18 anos, n=70 (19,7%), lista 3 sexo feminino com idade maior ou igual a 18 anos, n=66 (18,6%), e lista 3 sexo feminino com idade menor que 18 anos, n=23 (6,5%).
Foi confeccionada uma ficha para preenchimento dos dados de cada prontuário, com campos específicos de preenchimento através dos códigos pré determinados, com a discriminação das variáveis no verso.
As variáveis analisadas foram: iniciais do seu nome para o sigilo das informações, seu número de prontuário do Hospital para localização e identificação nos arquivos e data de nascimento, idade, sexo, dominância, e a ocupação principal, baseada no Manual de Orientações do Imposto de Renda de Pessoa Física da Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda - ano 200019 . As variáveis relacionadas ao acidente ou agravo, que contribuem para a descrição do evento foram agrupadas, constando de determinação do lado lesado, se direito, esquerdo ou se ocorreu bilateralmente; presença ou não de lesões associadas; o agente causal ou causa do trauma e o diagnóstico médico.
Após o preenchimento dos campos da ficha, os dados foram inseridos em um questionário criado através do uso do programa EPI INFO versão 6,04D, no modo EPED, para posterior análise no módulo ANALYSIS.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Segundo dados estatísticos da Central de Processamento de Dados do HCFMRP-USP, dos 47.120 casos atendidos no P.S (Pronto Socorro) da U.E. em 2000, 19,6 % (9.249) foram traumas em geral. Desses traumas, 65% (6.015) estão ligados a atendimentos realizados pela clínica de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. O total de casos de traumas da mão e dedos (2.556), foram equivalentes a 27,6 % de todos os traumas.Do total de casos ligados à Ortopedia e Traumatologia, a mão e dedos corresponderam a 42,5 %.Do total de casos atendidos em 2000, 5,4% foram traumas de mão.
Neste estudo a distribuição das freqüências das idades no momento do trauma apresentou grande amplitude, variando de 1 mês até 88 anos de idade. A idade média foi 27,3+16,7 anos, o erro padrão da média 0,88, a mediana 24 anos e a moda 19 anos de idade.
Comparando os dados obtidos nesta amostra com a literatura, foi observado o predomínio de uma incidência maior em adultos jovens, concordantes com outros estudos, com pequenas variações. CLARK e colaboradores21.(1985), encontraram acometimento na faixa etária entre 12 e 29 anos. BATISTA & FILGUEIRA5(1997), encontraram indivíduos com idade entre 20 e 40 anos, acima do encontrado no presente estudo, possivelmente devido a amostra escolhida para análise. SMITH e associados11.(1985) detectaram idade média de 25 anos, com variação de 11 a 80 anos. A idade média mais próxima foi a do trabalho de HILL e colaboradores9(1998), com 27,2 anos, além da moda de 21 a 25 anos, e variação de 1 a 93 anos de idade.
Na amostra estudada houve um acentuado predomínio do sexo masculino, 74,4%. Os dados deste trabalho apresentaram resultados similares a outros,11,21,2,5,2,2. Os valores encontrados vão de encontro não só a experiência clínica, onde é sabido que o homem, estando mais sujeito a situações de risco no trabalho, no trânsito e também em situações de violência urbana é mais propenso a sofrer acidentes na mão19.
Com relação à ocupação principal, a amostra dos casos atendidos com traumas da mão e dedos apresentou uma freqüência maior entre os classificados como menores e estudantes, com 28%; seguido pelas profissões de nível técnico que lidam com ferramentas como marceneiros, carpinteiros, mecânicos, pedreiros, com 24%; seguido por outras ocupações. Os indivíduos auto-identificados como ligados ao comércio e serviços gerais e as mulheres classificadas como do lar tiveram distribuição similar 14% e 12% respectivamente. Já ocupações ligadas a atividades como profissionais liberais, funcionários públicos e profissionais das letras e artes tiveram baixa freqüência de lesões da mão .
Dos casos analisados neste estudo, a mão mais freqüentemente lesada foi a direita, com 49,9%; com pequena diferença com relação a mão esquerda, com 41,3%. Uma pequena porcentagem sofreu lesão bilateral, 8,2%, geralmente associada a queimaduras. Apenas dois casos não continham esta informação no prontuário. SMITH e col11 (1985) encontraram 54% de lesões na mão direita, 44% na esquerda e 2% bilateral, em um hospital do Reino Unido, corroborando os achados deste estudo.THOMAS e col8.(1998) encontraram, em um estudo entre crianças na �dia, 61,3% dos casos de lesões na mão direita. Este fato talvez esteja relacionado ao fato da maioria das pessoas na população em geral serem destras ou manidestras, e os acidentes geralmente ocorrem quando o indivíduo usa a mão dominante numa situação de risco. �um item importante a ser levantado, justamente pela relação que pode ser estabelecida entre a dominância e a mão lesada no trauma e suas conseqüências em termos de seqüelas funcionais permanentes, levando muitas vezes o indivíduo a ter que alternar a dominância ou até ficar incapaz para algumas atividades bimanuais no trabalho. Poucos estudos descrevem a dominância do indivíduo que sofreu uma lesão traumática na mão. Apesar disso é um item importante no sentido da sua relação com a mão lesada. Casos de lesões intencionais tem maior chance de ocorrer com a mão dominante4. A inclusão do item dominância nas fichas do atendimento inicial dos acidentados da mão e dedos poderia ser útil para estudos da relação da dominância e mão lesada com o tipo de trauma e atividade realizada.
De todos os casos estudados, 73,2% do total (260), o trauma nas mãos e dedos não veio associado a nenhum tipo de lesão em outras partes do corpo. Os politraumatizados ficaram em segundo lugar, com 52 casos, 14,6% . Estes casos estavam associados a traumas mais graves como queimaduras e acidentes de trânsito, com lesões extensas e múltiplas.
Os agentes causadores dos traumas nas mãos, mais freqüentes foram os acidentes de trânsito, com 17,5%, seguidos pelos ferimentos por vidro ou latas e por máquinas e ferramentas, com porcentagens similares, 14,2 e 14%, respectivamente (tabela 1).Casos como explosões e arrancamento de dedos com postes de eletricidade tipo torrinha tiveram baixa incidência neste estudo. São em geral menos freqüentes de ocorrer, mas são os que mais podem deixar sequelas, com relação a perda funcional e estética, pois em geral levam a amputações mutilantes. As picadas de escorpião apareceram com freqüência duas vezes maior que as mordeduras animais, respectivamente 4,5% e 2,1%.
As causas do trauma por socos em portas de vidro estão em geral em adultos, associadas ao consumo de álcool23, 2, 14, e às agressões 12,2 . Já em crianças estão associados às atividades domésticas13,9 .
Houve uma porcentagem maior de casos de lesões com fogo e líquidos ferventes, em crianças do sexo feminino, com 27,3%, comparadas com o sexo masculino, 10,2%. Já em crianças do sexo masculino as maiores porcentagens estão igualmente distribuídas com ferimentos por vidro e latas, traumas diretos, quedas e picadas de escorpião, com 13,6% cada. Os traumas com crianças estão na maioria relacionados às situações ligadas aos acidentes domésticos, no esporte ou lazer11,8,10,9 . O presente apresentou apenas um caso de amputação por moedor de carne ocorrido em uma criança.
No grupo de pacientes do sexo feminino com idade maior ou igual a 18 anos, foi observado que a maior incidência de lesões foi do tipo ferimento por vidro ou lata com 31,7%. Talvez se deva ao fato da mulher apresentar maior risco de lesões domésticas, com portas e copos de vidro, ou ao abrir e manusear latas na cozinha.
No grupo de homens adultos, com idade maior ou igual a 18 anos, os acidentes de trânsito e o uso de máquinas e ferramentas foram as causas mais freqüentes, com 20,7% e 16,3 % respectivamente. Denota-se claramente a relação causal com atividades de trabalho.
Com relação ao diagnóstico, na amostra como um todo, as fraturas foram as mais freqüentes, com 117 casos (33%), seguida das lesões dos tendões flexores e nervos, com 72 casos e correspondendo a 20,3% do total (tabela 2). �possível constatar também neste estudo, como na prática clínica, que as lesões dos tendões flexores devem ser analisadas separadamente dos tendões extensores, visto sua incidência ter sido bem maior.
Existiu uma relação direta da causa do trauma entre meninas menores de 18 anos, ser lesão por água ou óleo fervente ou por chama direta e o diagnóstico de lesão de pele tipo queimadura. Os casos mais freqüentes de diagnósticos entre meninos menores de 18 anos estavam nas fraturas (28,6 %), também diretamente relacionado às causas mais comuns nesta faixa etária de traumas diretos e quedas. Os casos de maior freqüência de diagnóstico entre os indivíduos do sexo feminino com idade maior ou igual a 18 anos, 45,5% estão diretamente relacionados com o mesmo grupo de sexo e faixa etária onde a causa do trauma foi ferimento por vidros ou latas, pois a lesão conseqüente de ferimentos por vidros ou latas, será preferencialmente de tendões e nervos, se for um tipo de ferimento profundo.
�rotina médica dos Serviços de Ortopedia e Traumatologia e Cirurgia Plástica do HCFMRP-USP, após estabelecimento do tratamento médico, quando indicado, o encaminhamento para que o paciente inicie a reabilitação, o mais precoce possível, seja durante a internação ou mesmo após a alta hospitalar. Neste estudo, houve a realização da reabilitação em 53,2% dos casos.
Este estudo descritivo serviu de base para a aquisição de dados relativos aos traumas da mão e dedos durante um ano. Apesar de ser apenas uma amostra, foi representativa no sentido de se levantar de maneira inicial o perfil do acidentado da mão que procurou o HCFMRP-USP no ano de 2000.
O modelo de banco de dados informatizado baseado no programa EPI INFO 6,04D mostrou ser eficaz na armazenagem e análise dos dados. Outros estudos a partir deste podem complementar os dados referentes a outros anos na mesma Instituição para comparação ou até coletar estes dados em arquivos de outros hospitais secundários e unidades primárias de atendimento de traumatizados, visando novas análises e comparações.
Estudos analíticos posteriores poderão ser úteis no futuro, no sentido de tentar correlacionar informações mais específicas como os acidentes de trânsito relacionados às fraturas, o uso de ferramentas às lesões de partes moles ou até sobre as diferentes faixas etárias ou ainda a relação da mão lesada com a dominância e o local do trauma, entre outros.
Com base nos dados levantados neste estudo e com o objetivo de orientar futuramente a população sobre a importância da prevenção de acidentes que podem gerar lesões nas mãos, foi elaborado material informativo sobre prevenção de acidentes.
Foram elaborados 2 cartazes com dois conjuntos distintos de imagens em destaque, no primeiro figuram mãos de adultos (Figura 1 ) e no segundo mãos de crianças (figura 2). Apesar do slogan e textos serem idênticos, as imagens diferenciadas buscaram enfatizar o público a que está dirigido. Os Cartazes trazem a frase: O PERIGO ESTÁ AO ALCANCE DE TODOS. Abaixo desta frase estão as imagens com mãos de adultos em situações de risco. Na parte inferior desta imagem, outra frase: A PREVENÇÃO ESTÁ AO ALCANCE DAS MÃOS, e abaixo desta, uma faixa com imagens de mãos saudáveis executando diferentes funções. No folder foram desenvolvidos textos explicativos que juntamente às imagens fotográficas buscam principalmente informar sobre a importância da prevenção.
Através da apresentação dos dados levantados no presente trabalho e em estudos complementares, será possível iniciar uma Campanha de Prevenção de Acidentes com as Mãos, através de um programa integrado com escolas e entidades de classe. A idéia é a orientação adoção de medidas simples que no cotidiano, quer nos espaços de trabalho, de lazer, de habitação ou de circulação de pessoas, possam evitar os acidentes com conseqüentes lesões nas mãos, através do material de divulgação.

CONCLUSÕES

1. Os traumas da mão e dedos foram responsáveis por 27,6% de todos os traumas atendidos no HCFMRP-USP, durante o ano de 2000.
2. As principais causas dos traumas da mão e dedos foram os acidentes de trânsito, ferimentos por vidro e latas.
3. Houve predomínio nas fraturas e lesões dos tendões flexores e nervos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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